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Zelando pelo Futuro/Perigos do Sucesso – Coty

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Esboço do sermão

CN Alinhamento Quântico | Dez/2018

Deuteronômio são 3 sermões de Moisés nas campinas de Moabe na eminência de entrar na terra prometida. Deuteronômio em hebraico é derivado do primeiro versículo, “Eleh ha-devarim”, «Estas são as palavras que Moisés falou…» (Deuteronômio 1:1).

Sabendo que não entraria com o povo em Canaã, Moisés os aconselha. Um resumo inteligente, didático, profético dos aspectos mais importantes da história de Israel.

Mas, no fundo, o que ele está tentando é mudar um futuro que já estava previsto e não seria bom.

Veja as várias advertências divinas sobre isso em Deuteronômio:

Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar (afligir), para te provar (analisar, testar), para (saber) o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. Dt 8:2

  1. Saber – yada – perceber e ver, descobrir e discernir 1a1d) discriminar, distinguir 1a1e) saber por experiência.
  2. Como é que Deus antevê (sabe) o futuro? Ele nos prova. Ele prova o nosso caráter. O nosso futuro começa na maneira como respondemos às provas de Deus.
  3. O aspecto contundente da prova – humilhação. A maneira como você lida com a humilhação revela se você está disposto ou não a guardar os mandamentos de Deus. Processo de Deus, a escola do caráter: (Deserto – 7 anos de vida comunitária).
    – Te humilhou
    – Te deixou ter fome
    – Te sustentou com o maná que tu não conhecias / provisão providencial

Com tudo isso, o que Deus queria evitar?

Comerás, e te fartarás, e louvarás o SENHOR, teu Deus, pela boa terra que te deu. Guarda-te não te esqueças do SENHOR, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; … depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do SENHOR. Dt 8:10-14.

Apesar das advertências, veja o resultado:

Disse o SENHOR a Moisés: Eis que estás para dormir com teus pais; e este povo se levantará, e se prostituirá, indo após deuses estranhos na terra para cujo meio vai, e me deixará, e anulará a aliança que fiz com ele. Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não nos alcançaram estes males por não estar o nosso Deus no meio de nós? Dt 31:16,17

– Infelizmente o que Moisés previu acabou acontecendo.

  1. Deus tem muitas maneiras de prever o nosso futuro, mas a mais presente nas Escrituras é nos provando. Precisamos estar mais atentos a determinadas circunstancias da vida. Deus está tentando elaborar melhor o nosso destino. Não conspire contra isso. Discirna as provas de Deus. Não se auto-sabote.
  2. Toda profecia é uma possibilidade de futuro, que inclusive, pode e deve ser alterada.
    – Não existe fatalismo na cosmovisão bíblica, que prima pela advertência e redenção. Reiterando, a intenção da previsão de Moisés tinha um caráter de advertir. Mas, infelizmente, não funcionou.
  3. Seremos provados pelas conquistas que estamos fazendo. Pode discernir isso? As conquistas podem nos demover da disposição que nos levou a elas.

O povo entrou na terra, tiveram grandes vitórias, conquistaram, prosperaram e depois de tudo, se esqueceram de Deus. Foram derrotados pelo sucesso.

Veja bem, não foram derrotados pelos cananeus, foram derrotados pelo próprio sucesso.

NÃO DÁ PARA ESQUECER OU IGNORAR A DEUS

Na Bíblia a palavra “Senhor” aparece 7047 vezes; a palavra “Adonai 4200 vezes; Outros nomes mais de 3000 vezes. A palavra Rei aparece 2999 vezes. Portanto, a Bíblia coloca Deus em 1, 2, 3 lugar.

Sucesso mesmo, de verdade, é não permitir que o sucesso te destrua.

  1. Israel prosperou tanto que acabou se esquecendo de Deus.
  2. Lúcifer tornou-se tão sábio e formoso, aferidor da medida, que se esqueceu que não existe mais alto que o Altíssimo. Foi levado ao inferno. (Is 14:14,15).
  3. O Rei de Tiro prosperou tanto no comércio que se esqueceu Deus julgaria a sua corrupção. (Ez 14:11-19)
  4. Nabucodonosor se esqueceu que os Céus reinam e fora Deus quem tinha dado a ele todos os reinos. Ficou pastando como animal ao relento por sete anos.
  5. O Rei Dario se esqueceu do zelo do Deus de Israel pelos utensílios da sua casa. Uma mão escreveu a sua sentença na parede da festa.
  6. Saul se esqueceu que precisava agradar a Deus e não ao povo. A unção divina o abandonou, e um espírito maligno passou a atormentá-lo.
  7. Herodes se esqueceu que era homem e quis ser Deus. Morreu comido por vermes.

O meu sentimento é que conquistamos a terra, conquistamos o Brasil. Deus entregou os inimigos às suas próprias maldades e corrupção. Entramos em um novo ciclo, das conquistas, do sucesso. Vencemos o deserto.
Mas tem uma questão: Até que ponto o deserto também nos venceu?

I- ALGUNS DISCERNIMENTOS SOBRE O SUCESSO, NOSSAS CONQUISTAS

  1. Na verdade, não tem como andar com Deus sem ser bem-sucedido. Todos nós estamos destinados ao sucesso. ESTA É NOSSA HERANÇA. Qualquer área em que você diligentemente ouve a Deus e obedece às regras do jogo você será colocado por cabeça e não por cauda. O problema é que isto é bom, mas pode ser muito ruim também. Como assim?
  2. O sucesso é um embrulho com muitas surpresas e perigos. Tem muitas coisas animadoras, mas muitas armadilhas. O sucesso esconde perigos. Também é um terreno escorregadio, é como andar no gelo, exige equilíbrio e equilíbrio requer treinamento. Já esquiou ou patinou alguma vez?
  3. O sucesso é um “aliado” que pode se voltar contra você a qualquer momento.
    Se o seu sucesso crescer mais que o seu caráter você mesmo irá se auto-sabotar.
    O princípio do fogo amigo – você pensa que está vencendo o inimigo, mas está matando a si mesmo.
  4. Sucesso exige continuo crescimento. Sua vida espiritual precisa ser maior que o seu sucesso, que o seu dinheiro, que os seu bens… Honestamente, se você está impressionado com o carro que você têm, isso é mau sinal.
    – Isso significa que não podemos nos acomodar. O maior perigo do sucesso é o comodismo. O comodismo espiritual. Comodismo nos coloca em descendência espiritual, a rota da queda. Tudo que para, cai. Gravidade é uma lei.
    Está pensando em se acomodar? Não faça isso. Talvez a fase em que você está já tenha acabado, então entenda as demandas do novo ciclo que Deus tem para você e continue dependendo ainda mais dele.
  5. Precisamos ser treinados a lidar com o sucesso. Este campo de treinamento é o deserto. Se não aprender a viver no Deserto, Canaã vai te devorar, você será vítima do seu sucesso. Seu futuro estará em risco.

II. CARACTERÍSTICAS DA CORRUPÇÃO DO SUCESSO

  1. Alguns ainda estão começando a jornada na luta e na labuta (são os que estão mais protegidos), outros têm feito conquistas, e outros ainda têm feito grandes conquistas (estes são os mais vulneráveis).
  2. Vanglória. Orgulho quer aprovação dos outros, mas o que importa é a aprovação de Deus. O esquecimento de Deus, amnésia moral, ingratidão, desprezo a Deus, o não reconhecimento de Deus. O machado se gloriar contra o lenhador. Mau sinal.
  3. Superficialidade espiritual. Não se contente com uma vida espiritual rasa. Torne-se diligente em buscar a Deus. Crescimento espiritual é a melhor receita para as nossa feridas e imaturidades emocionais.
    A pessoa negligencia o seu desempenho mediante as provas de Deus. Com isso, a fama pode gerar dependência de uma falsa aparência. A pessoa tem carência do sucesso, dependência das opiniões alheias. É oca. Começa a ter mais regras do que inovação.
  4. Desequilíbrio entre “deveres” e “privilégios”. A pessoa começa a pensar que as regras não se aplicam mais a ela. Demasiadamente exigente, cheio de frescura.
    Algo que aprendi cedo: Quanto menos você exige privilégios tanto mais você desfruta deles.
  5. Superioridade em relação aos outros. Quer crescer? Antes de orar pelo seu ministério ore pelo crescimento do Corpo. A superioridade peca contra o discernimento do Corpo de Cristo, peca contra a diversidade.
    A pessoa deixa de reconhecer a importância do corpo: não teme autoridades, negligencia amizades, rejeita conselhos, despreza a competência alheia, compete com todos. A pessoa perde toda sensibilidade à correção. Endurece até quebrar.
  6. Ostentação. Ostentação não tem a ver com o que você tem, tem a ver com arrogância, sofisticação, artificialidade, ou seja, com a inconsistência em relação ao que se tem. Ostentação é o estereótipo do vazio, da insegurança, da carência. Mau sinal.
  7. Falta de acessibilidade e acepção de pessoas. A pessoa perde a simplicidade. Pessoas deixam de ser importantes. Perde a compaixão. A falta de compaixão não apenas desumaniza a pessoa, como desespiritualiza.
  8. Amor às riquezas. Isso é o que mais desvirtua a motivação da pessoa. Significa que apesar de ganhar o mundo você está perdendo a sua alma. Nada contra o dinheiro, nem contra o lucro. O amor ao dinheiro vai te levar a muitas concupiscências nocivas, diz Paulo.

III. O SEGREDO DE SE MANTER NO SUCESSO

Chegar no sucesso não é difícil, mas se manter nele é trabalhoso.
Uma coisa apenas, jamais se distanciar do temor a Deus. Como?

  1. Humildade: Reconhecer a Deus, ou seja, glorifica-lo. Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal; Pv 3:5-7
  2. Sensibilidade à correção. Discernir as provas de Deus. Uma suposta falha da sua liderança pode ser mais que isso. Pode ser Deus conhecendo ou revelando o que está encoberto da sua vida. Diante de uma correção, reconheça, reconsidere, reposicione, se reinvente, seja rápido em arrepender, mudar.
  3. Vida pastoreada por princípios. É muito bom promessas, exercício dos dons, desempenho ministerial, sucesso profissional, mas no final de tudo a nossa vida depende de como nos relacionamos com os princípios de Deus. – Dt 32:47.
  4. Estar sempre pronto a enfrentar situações desconfortáveis, difíceis, sem duvidar da justiça de Deus. O milagre do exercício da gratidão é que ela transforma o pouco em suficiente. “Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Fp 4:12,13)
  5. Não perca a simplicidade ao desfrutar dos privilégios. Você pode dirigir um carro caro, ocupar uma posição de destaque, assentar-se com príncipes e continuar a ser a mesma pessoa você sempre foi. Quando for exaltado, não se exalte. Não seja a sua boca que te louve!
  6. Jamais perca a compaixão. Convergir competência e compaixão. Só assim podemos nos manter no sacerdócio real.
  7. Subjugar o amor ao dinheiro. Enxergar o dinheiro como ele, de fato é: apenas dinheiro, um recurso a ser usado em prol do Reino eterno.
    Valor e preço – Tem coisa que tem valor, mas não tem preço. Tem coisa que tem preço, mas não tem valor.
    Amar o que tem valor e não amar o que tem preço. Não amar o dinheiro. Ame o que Deus ama, as pessoas.

O Avivamento de Habacuque – Coty

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Perspectiva Brasil | Esboço do sermão

CN Alinhamento Quântico – Dez/2018

“Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo em vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada” (Hc 1:5)

Quantos podem dizer um grande “aleluia” para esta tremenda mensagem profética? Quantos acreditam nessa obra extraordinária que Deus, de repente, está por realizar na sua própria vida? Algo de maravilhar, de admirar e espantar a todos. Uma obra de proporções tão grandes que afetaria as nações. O que Deus realizaria, que quando alguém fosse nos contar, seríamos incapazes de acreditar ou imaginar que tal coisa pudesse estar acontecendo? A que tipo de obra, milagre, promessa ou intervenção divina o profeta se refere?

À primeira vista, tudo isso parece algo muito desejável, mas quando percebemos o contexto nos deparamos com algo estarrecedor.

Depois de um tempo de muita excelência e prosperidade, que culminou no reinado de Davi e Salomão, a nação, aos poucos, no decorrer das gerações, vai entrando em expressiva decadência, e começa a ser advertida de muitas formas e por muitos profetas. Vem, então, uma terrível fase, e parece que a idolatria e a impiedade se enraízam como um câncer mortal na nação.

Esta foi, então, a resposta que Deus deu à oração desesperada do profeta Habacuque, quando este clamava e reclamava do silêncio divino e da sua aparente insensibilidade, mediante tanto pecado e injustiça praticados impunemente pela “nação santa” (Hc 1:1-4).

Sentença revelada ao profeta Habacuque. Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.

A resposta finalmente chega: Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo, em vossos dias, obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada. Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcham pela largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas. Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade.

Só as pessoas que veem o pecado com os olhos de Deus podem entender de fato este texto. Na verdade, o que está em pauta é uma forte intervenção divina através de um grande juízo que surpreenderia a todos, fato que literalmente se cumpriu quando Jerusalém foi arrasada e o povo levado em cativeiro para a Babilônia.

Dois desafios proféticos:

1) Fazer o povo acreditar no juízo de Deus.
Quadro: Normalmente, o pecado não apenas traz uma dinâmica de escravidão, como também um terrível processo de insensibilidade moral, dureza de coração, seguido pela cauterização da consciência. Isto torna ainda mais difícil, radical e desafiante o ofício profético. UM MURO TORTO FORA DE PRUMO.

O povo principalmente por causa da influencia dos falsos profetas estavam totalmente céticos em relação a possibilidade do juízo de Deus, mesmo mediante tanta maldade, imoralidade, corrupção, suborno, etc. Até Habacuque estava esmurecendo.

Não somos treinados a crer no juízo de Deus. Na verdade, temos uma forte tendência para a incredulidade, quando a questão é o juízo de Deus!

Somos treinados a crer em milagres, graça, bênçãos, curas, respostas para as nossas necessidades, desejos e interesses. Tudo isso obviamente é muito bom.

Onde é que a nossa fé mais fracassa? Não somos ensinados a confiar no caráter de Deus e entender seu o coração quando ele precisa corrigir os desvios absurdos de uma sociedade.

Deus não está neste negócio de fazer você feliz. Deus quer fazer você crescer!

– Há muito tempo Deus estava chamando o povo a uma purificação, porém, foi ignorado. Vez após vez, os profetas tentaram avisar um povo ensurdecido e obstinado. A classe religiosa, digo política (eram mais políticos que religiosos), estava tão segura em si mesma que qualquer profecia neste sentido era totalmente absurda. Desprezaram os verdadeiros profetas. Estavam tão acomodados com seu estilo de vida corrupto que seriam inevitavelmente pegos de surpresa!

Qual seria, de fato, essa obra tão admirável, referida por Habacuque, que ninguém creria? A resposta não é outra senão um terrível tempo de julgamento divino. A nação seria destruída e exilada! Um duro processo para tratar com as mais profundas raízes da apostasia e idolatria.

O avivamento sempre brota de um processo genuíno de restauração. Não existe restauração sem correção. Milagres não transformam nosso caráter; o juízo de Deus, sim. O juízo sempre começa pela casa de Deus. Este é um princípio de ação do reino moral. No primeiro capítulo de Habacuque, Israel é julgado; no segundo, Babilônia é julgada (5 Ais dos Caldeus) e no terceiro, as nações são julgadas. Começou por Israel e atingiu todo o mundo!

Depois de Deus usar Babilônia para julgar Israel, ela também foi julgada. Quando você julga alguém, jamais se esqueça que você será o próximo da lista.

Antes dos avivamentos de magnitude mundial causados pelos testemunhos de Mesaque, Sadraque e Abdenego na fornalha (as três barras de ouro colocadas no cadinho), e também de Daniel, revelando o sonho de Nabucodonosor, decifrando a mensagem para Beltessasar e depois na cova dos leões, Israel experimentou o maior julgamento da sua história, até então, sendo levado para o exílio na Babilônia.

Ou seja, foi num contexto de juízo e purificação que o Deus de Israel foi glorificado e conhecido, por várias vezes, em todas as nações do mundo! O juízo tarda, mas não falha, como Deus disse a Habacuque:

“Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e se apressará até o fim. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará” (Hc 2:3). 

DEUS NÃO BRINCA COM O PECADO. O primeiro tipo de incredulidade que Deus quer quebrar em nossas vidas é em relação ao seu juízo. Aquela visão otimista e romântica da nossa passividade religiosa que nos torna insensíveis ao pecado precisa cair por terra rápido.

Nosso conceito de prosperidade normalmente é falido ou está contaminado. São atalhos que muitas vezes nos levam a perder a direção de Deus.

Ninguém acreditava que Jerusalém fosse entregue aos inimigos e levada para a “terra da confusão”: Babilônia.

Quando Jeremias profetizava contra Jerusalém, isto era interpretado, pelos líderes da nação, como sacrilégio, um terrível absurdo. Mas simplesmente, para a surpresa de todos, foi o que aconteceu! “Poucos homens como Oséias, Jeremias, Habacuque, Ezequiel acreditaram nesta obra admirável”. O povo inteiro estava enganado! Os líderes da nação estavam distraídos! Os sacerdotes estavam errados! É terrível pensar que Deus está conosco de uma forma, quando Ele está de outra, totalmente oposta!

O processo de Deus mudar certas convicções erradas que nós temos é extremamente doloroso, mas necessário. Envolve muitas desilusões. O problema é que algumas desilusões matam não apenas as falsas convicções, mas também as verdadeiras.

Mesmo após o tempo prescrito para o cativeiro terminar, os exilados ainda permaneciam na inércia causada por tanta decepção e sofrimento. Aqui entra o segundo desafio profético. Muita gente desiste aqui. Optam pela apostasia.

2) Levar o povo de Deus a acreditar na restauração.

DE FATO, UMA RESTAURAÇÃO PARECIA IMPOSSÍVEL. Agora, os profetas tinham um novo desafio: fazer o povo acreditar na restauração de Deus. Esta foi uma tarefa tão difícil quanto a de fazer o povo acreditar no juízo.
Basta ler Neemias, Ageu, Zacarias, para entendermos o esforço que é necessário ser empreendido para restaurar a fé das pessoas abatidas pelo julgamento divino.

LIÇÕES SOBRE O JUIZO DIVINO – A palavra que mais expressa na Bíblia um alinhamento é o juízo: retidão, correção.

  1. O Juízo de Deus é sempre muito ruim para alguns e muito bom para outros. Divide a sociedade. Oxigena os injustiçados e abala, pune os injustos. Tem gente aliviada com a mudança do governo no Brasil e tem gente sofrendo, com medo.
  2. Normalmente, o juízo alcança mais, surpreende mais aqueles que menos acreditam nele. PT. Quando você percebe um quadro com muita gente acomodada, acostumada na imoralidade, indiferente à corrupção, é sinal que o juízo de Deus é eminente e será surpreendente.
  3. Tudo que vem de Deus é bom, até o seu juízo, o seu castigo. Ele sabe como nos salvar de nós mesmos. Nossa percepção do juízo de Deus normalmente é equivocada. A necessidade de correção nos cega para a importância da correção. Deus sempre tem um plano de resgate que é elaborado antes de sermos entregues ao castigo. Antes da destruição do templo de Salomão, em Ez 40, Deus já havia dado a planta do novo templo a ser reconstruído. Crises geram mudanças, renovação, alinhamento, correção de rota. O objetivo final do juízo não é destruir, mas reconstruir de acordo com o propósito original.
  4. Todo o juízo é um investimento de Deus em uma perspectiva de eternidade. O juízo de Deus sempre é uma profecia da restauração. Depois que Deus julga alguém, Seu próximo passo é usar esse alguém. A identidade, a consciência, e o propósito ganham clareza e profundidade e podemos edificar sobre o alicerce adequado. Entendemos melhor quem somos em Deus e onde devemos chegar. Reconstruir é mais difícil que construir; porém, a reconstrução traz consigo o aperfeiçoamento. O que você reconstrói sempre fica melhor. A experiência é a mestra da sabedoria. A glória da segunda casa é maior que a da primeira. Tudo o que você aprendeu com a destruição será usado na reconstrução.
  5. Existe um lugar de proteção para o justo em meio ao juízo. “O justo viverá pela fé” (Hc 2:4). “Mil cairão ao teu lado e dez mil à tua direita. Mas tu não serás atingido” (Sl 91:7). Alguns têm achado esse lugar. São os que se submetem ao tratamento de Deus, com fidelidade. Homens como Daniel, Neemias, Ezequiel, Sadraque, Mesaque, Abdenego e tantos outros que, mesmo no cativeiro, mantiveram sua fidelidade.

Eles prevaleceram sobre as condições mais desfavoráveis. Entenderam a justiça divina, confessaram as culpas da nação e as iniquidades geracionais de seus pais. Compadeceram-se daquela geração e intercederam pela restauração do povo que se encontrava em total assolação. Fizeram toda a diferença!

O CONHECIMENTO DINÂMICO DE DEUS – O caráter terapêutico do juízo.

O JUÍZO DE DEUS – O AVIVAMENTO QUE VEM DE UMA CORREÇÃO PROFUNDA, CIRÚRGICA. Pode ser comparado à cura de uma doença mortal.
Oséias enxergou o mesmo processo que Habacuque. Este texto expressa uma visão aprimorada, nua e crua, sem ilusões ou distorções, de como Deus age conosco, para que possamos, realmente, conhecê-lo:

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque Ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e a ligará. Depois de dois dias nos dará a vida: ao terceiro dia, nos ressuscitará, e viveremos diante Dele. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e Ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:1-3). 

O Deus que fere e que cura – a ferida inteligente, proposital, precisa, profissional, terapêutica, que lida com o mal, que extirpa a doença.

CORREÇÃO CIRÚRGICA – O grande drama da cura de Deus é que ela, na maioria das vezes, é precedida por uma ferida, também de Deus. Antes de um cirurgião remover o tumor, ele precisa usar o bisturi para cortar. Não se pode curar sem operar, e não se pode operar sem ferir.

Toda pessoa e ministério poderosamente usados por Deus precisa poder dizer o que Paulo disse: “Trago no meu corpo as marcas de Cristo”. Da mesma forma, Isaías descreve o Messias como “ferido de Deus”. Jacó, também, foi atingido pela espada do anjo do Senhor. Deus sabe como nos ferir no ponto certo. Ele tem a perícia de um exímio cirurgião. Até Bolsonaro tomou uma facada para poder governar.

Existe, porém, uma diferença entre a ferida e a cicatriz. A cicatriz nada mais é do que uma ferida curada. A marca e a lembrança existem, porém, a dor, a vergonha, a vulnerabilidade foram totalmente superadas.

Segundo Oséias, conhecer progressivamente a Deus é o processo no qual Deus fere, trata da ferida, cicatriza, vivifica e ressuscita. Ou seja, aprender com a correção. Tem gente que quanto mais é corrigida, mais se rebela, mais desaprende.

Desta restauração alicerçada no juízo de Deus brota a adoração e uma perspectiva sólida da grandeza de Deus. O cântico de Habacuque: o espírito do verdadeiro adorador.

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os lugares altos” (Hc 3:17-19).

Este é o espírito do cântico de Habacuque. Ainda que não estejamos vendo as possibilidades de crescimento e frutificação, ainda que não sintamos a unção, ainda que estejamos sendo confrontados com a escassez de recursos e resultados, ainda que muitos estejam nos abandonando, todavia, Deus permanece fiel e digno da nossa fidelidade! Isto, realmente, é adoração!

Este é o processo pelo qual vamos conhecer a Deus e colocar em Deus e em mais nada ou ninguém a nossa confiança e satisfação. Então o Senhor será a nossa força. Ele nos fará saltar e caminhar por lugares altos, acima dos mais elevados obstáculos. O livro de Habacuque começa com uma interrogação e termina com uma exclamação. Deus deseja transformar todas as nossas perguntas em respostas surpreendentes de fé!

Só pessoas que compreendem o poder do tratamento de Deus alcançam esse nível de fé e adoração. São pessoas curadas, que têm cicatrizes de Deus em suas vidas, pessoas sadias que adquiriram a integridade necessária para servir a Deus e suportar as pressões de um verdadeiro reavivamento!

“Eu ouvi, Senhor, a tua fama e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos; faze que ela seja conhecida no meio dos anos; na ira, lembra-te da misericórdia” (Hc 3:2). 

No círculo evangélico, avivamento é uma das palavras que estão na moda, em alta. Porém, percebemos que a maioria das pessoas não entende bem as implicações pessoais de um avivamento. Se você realmente deseja e aspira ao avivamento, se você quer a vinda de Deus para a sua vida, igreja e sociedade, você precisa responder a esta pergunta que o profeta Malaquias faz:

“Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá, quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo do ourives e como o sabão de lavandeiros” (Ml 3:2). 

Você vai suportar a purificação de Deus? Você vai subsistir diante da sua correção? Vai aguentar o fogo purificador e a limpeza que ele quer fazer? Quando ele começar a lavar toda a roupa suja, desencardindo nossa alma, será que vamos suportar? Você ainda quer um avivamento? Um que comece por você?